Os desafios do transporte rodoviário no Brasil. Foto: Reprodução Os desafios do transporte rodoviário no Brasil. Foto: Reprodução

Desafios do transporte rodoviário no Brasil: como lidar com eles na gestão de frotas

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O transporte rodoviário é a peça central da economia brasileira, movimentando pessoas e mercadorias por todo o território nacional. Para empresas que dependem de frotas de veículos leves e utilitários em suas operações diárias, os desafios são múltiplos e complexos. 

Lidar com eles é tanto uma questão de logística, quanto de estratégia para garantir a eficiência, a segurança e a sustentabilidade do negócio.

Desse modo, no artigo abaixo, vamos explorar os principais obstáculos na gestão de frotas leves no Brasil, desde a infraestrutura das estradas até os custos operacionais e a burocracia. 

Mais importante, vamos apresentar caminhos e soluções para transformar esses desafios em oportunidades de otimização e crescimento. Fique de olho!

Como é o transporte rodoviário no Brasil para veículos leves?

A mobilidade urbana e interurbana de equipes e produtos se estabelece como um elemento extremamente importante para diversos setores, do varejo à prestação de serviços. E, como era de se esperar, a frota de veículos no Brasil reflete essa demanda crescente. 

De acordo com dados da Secretaria Nacional de Trânsito (DENATRAN), a frota total de veículos no país ultrapassou a marca de 118 milhões em 2023, com uma parcela significativa composta por automóveis e utilitários que servem às empresas 

Essa vasta rede de veículos opera em um contexto que exige atenção constante dos gestores de frota. 

As condições das vias, a segurança no trânsito e a complexidade regulatória são apenas alguns dos fatores que impactam diretamente a operação e os resultados financeiros.

Desafios no transporte rodoviário brasileiro: Infraestrutura

A qualidade da infraestrutura rodoviária brasileira é um dos maiores entraves para a eficiência do transporte. Rodovias esburacadas, sinalização deficiente e a falta de manutenção adequada representam riscos concretos e custos adicionais para as empresas.

Um estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre a malha rodoviária brasileira, por exemplo, aponta que uma parcela considerável das estradas apresenta algum tipo de deficiência, seja no pavimento, na sinalização ou na geometria 

Para veículos leves, isso se traduz em um aumento direto dos custos de manutenção, com o desgaste acelerado de pneus e suspensão, maior consumo de combustível e uma redução na vida útil dos ativos. 

Além disso, a ineficiência operacional cresce com atrasos e comprometimento da produtividade.

A segurança nas estradas e o risco para as operações

A segurança viária é outra preocupação constante no Brasil. Apesar dos esforços para reduzir os índices, os acidentes de trânsito ainda representam um desafio com consequências humanas e financeiras devastadoras. 

Nesse contexto, para frotas de veículos leves, que muitas vezes operam em centros urbanos e rodovias de alto fluxo, o risco é ainda maior.

Dados do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) e do Ministério da Saúde mostram que, embora haja uma tendência de queda em alguns indicadores, o número de acidentes e vítimas ainda é alarmante 

Em 2024, por exemplo, o Brasil registrou um aumento de 0,2% no total de mortes por sinistros de trânsito em comparação com o ano anterior, indicando que a estabilidade ainda é frágil 

Para as empresas, os acidentes de trânsito geram uma série de problemas:

  • Custos diretos: Reparos nos veículos, despesas médicas, indenizações e aumento do valor do seguro.
  • Custos indiretos: Perda de produtividade devido ao veículo parado, atrasos nas operações, impacto na imagem da empresa e estresse para os colaboradores envolvidos.
  • Impacto humano: O mais grave de todos, envolvendo lesões e, em casos extremos, perdas de vidas, afetando diretamente as equipes e suas famílias.

É por isso que a gestão de riscos, o treinamento contínuo de motoristas e a implementação de tecnologias de segurança são as melhores estratégias para proteger os ativos da empresa e, principalmente, a vida de seus colaboradores.

Custos operacionais crescentes e a pressão sobre o orçamento

Manter uma frota de veículos leves em operação no Brasil envolve uma série de custos que, se não forem bem gerenciados, podem corroer a margem de lucro de qualquer negócio. 

Além dos gastos óbvios com combustível e manutenção, há uma gama de despesas que precisam ser consideradas.

Os custos operacionais podem ser divididos em fixos e variáveis. Entre os principais, destacam-se:

  • Combustível: Um dos maiores vilões do orçamento, com preços voláteis e impacto direto na rentabilidade das operações.
  • Manutenção: Peças, mão de obra, revisões preventivas e corretivas. A infraestrutura precária e o uso intenso dos veículos contribuem para elevar esses gastos.
  • Impostos e taxas: IPVA, licenciamento, DPVAT, além de possíveis multas de trânsito, representam despesas anuais significativas.
  • Seguros: O custo do seguro veicular no Brasil é elevado, especialmente para frotas, devido aos altos índices de roubo, furto e acidentes.
  • Depreciação: A perda de valor do veículo ao longo do tempo é um custo silencioso, mas substancial. 
  • Custos ocultos: Despesas administrativas com gestão de documentos, controle de multas, negociação com fornecedores e o tempo dedicado da equipe para essas tarefas, que poderiam estar focadas no core business da empresa.

A soma desses fatores exige uma análise detalhada e uma estratégia robusta para otimizar cada centavo investido na frota.

Burocracia e complexidade regulatória no transporte rodoviário brasileiro

O ambiente regulatório brasileiro é conhecido por sua complexidade, e a gestão de frotas não é exceção. Lidar com a burocracia para manter os veículos em dia com a legislação de trânsito, impostos e licenciamentos consome tempo e recursos valiosos.

Os gestores de frota precisam estar atentos ao licenciamento anual, à gestão de multas, às constantes atualizações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e à manutenção de toda a documentação em ordem. 

Em um contexto mais prático, a alta carga administrativa desvia o foco da equipe de atividades mais estratégicas, impactando a produtividade geral da empresa.

Como lidar com os desafios no transporte rodoviário brasileiro?

Diante de tantos desafios, a gestão de frotas exige uma abordagem multifacetada e inteligente. Além de reagir aos problemas, as empresas devem se antecipar e implementar soluções que garantam a eficiência e a sustentabilidade das operações.

Algumas estratégias eficazes incluem a manutenção preventiva rigorosa, o uso de tecnologia e telemetria para monitorar o desempenho dos veículos, o treinamento contínuo de motoristas e a análise completa do Custo Total de Propriedade (TCO) de cada veículo.

É aí que a terceirização de frotas surge como uma solução estratégica que permite às empresas transferir grande parte desses desafios para especialistas. 

Afinal de contas, ao optar pela locação, a empresa se liberta das preocupações com a depreciação, os altos custos de manutenção, a burocracia de impostos e licenciamentos, e a gestão de riscos de acidentes.

Com a terceirização, sua empresa garante acesso a uma frota sempre nova, com manutenção especializada e suporte contínuo. Tudo isso libera capital de giro e permite que você foque no que realmente importa: o crescimento do seu negócio. 

A Lokamig Frotas, com sua vasta experiência no mercado, oferece soluções personalizadas que transformam a gestão de mobilidade, garantindo eficiência e tranquilidade para sua operação.

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