Minas Gerais possui uma das gastronomias mais diversas do Brasil. Para quem planeja um roteiro de viagem focado em culinária mineira, é importante entender que cada região do estado apresenta ingredientes e pratos específicos.
Do feijão tropeiro à ora pró-nobis, passando por doces caseiros e cafés especiais, a gastronomia mineira – principalmente a focada em produtos de milho e mandioca – é considerada patrimônio cultural imaterial do estado desde 2023.
Abaixo, detalhamos os principais pratos e produtos da culinária mineira para ajudar você a planejar sua próxima viagem!
Ao final, vamos mostrar também qual é a melhor opção para fazer todo esse percurso com tranquilidade e economia, tudo no seu tempo.
Roteiro gastronômico por Minas: começando pela Região Central
A Região Central de Minas Gerais, que inclui Belo Horizonte e cidades como Ouro Preto e Sabará, concentra os pratos mais conhecidos da culinária mineira. A base aqui é a cozinha tropeira e a influência das fazendas coloniais.
Confira abaixo quais são os principais pratos típicos dessa região mineira, além das melhores cidades para encontrá-los:
Feijão Tropeiro:
- Este prato é a base da alimentação histórica dos viajantes que cruzavam o estado.
- É composto por feijão (geralmente do tipo carioquinha ou roxinho), farinha de mandioca, torresmo crocante, linguiça suína, ovos fritos e couve picada finamente.
- O Mercado Central de Belo Horizonte é o local de referência para provar a versão urbana, enquanto em Ouro Preto e Mariana, restaurantes como o “Bené da Flauta” oferecem versões que preservam o modo de preparo colonial.
Frango com Quiabo:
- Utiliza obrigatoriamente o frango caipira, que possui carne mais firme e sabor acentuado.
- O quiabo é preparado de forma a reduzir a viscosidade, sendo servido com angu de milho (fubá e água) e arroz branco.
- O prato faz sucesso em todo o estado, e é possível encontrá-lo em praticamente qualquer cidade mineira.
Ora-pro-nóbis:
- Muito comum na região de Sabará e arredores de Tiradentes, esta cactácea é utilizada em refogados com frango ou costelinha de porco.
- É um ingrediente técnico importante pela sua alta concentração de proteína e fibras, sendo o tema central de festivais gastronômicos anuais na região.
- Por ter muita proteína, e ser muito mais barata que produtos de origem animal, a ora pro-nóbis também é conhecida como “carne dos pobres”.
Tutu de Feijão:
- Diferente do tropeiro, o tutu é uma massa densa de feijão batido com farinha de mandioca ou de milho, geralmente guarnecido com ovos cozidos, torresmo e lombo de porco assado.
- É um prato de sustância, ideal para quem enfrenta longas jornadas de estrada.
Para circular entre as cidades históricas, é sempre uma boa ideia ter um carro alugado à disposição.
Afinal de contas, as estradas que ligam BH a Ouro Preto (BR-356) e Tiradentes exigem mobilidade para acessar restaurantes que ficam fora dos centros urbanos, muitas vezes em distritos ou fazendas.
Culinária mineira no Sul de Minas: queijos, cafés e azeites
O Sul de Minas é a região com maior altitude e clima mais frio, o que favorece a produção de itens específicos como cafés especiais, queijos de mofo branco e azeites.
Veja abaixo o que provar no Sul de Minas:
- Queijos Artesanais da Mantiqueira: A região produz queijos que variam desde o tradicional “tipo Reino” até inovações com mofo branco e maturações longas. Cidades como Alagoa são famosas pelo queijo que se assemelha ao parmesão italiano, devido ao clima e pastagem de altitude.
- Cafés especiais (Terroir de Altitude): O Sul de Minas é o principal polo de cafés especiais do Brasil. Cidades como Carmo de Minas e São Lourenço fazem parte da Rota do Café Especial. O viajante pode realizar visitas técnicas para entender a classificação dos grãos (pontuação acima de 80 pontos pela escala SCA) e os diferentes métodos de secagem e torra.
- Trutas de água doce: A criação de trutas é favorecida pelas águas frias e oxigenadas da Serra da Mantiqueira. Em Gonçalves e Monte Verde, os restaurantes focam em preparos grelhados com molhos de pinhão ou amêndoas.
- Azeites de oliva: Recentemente, a região tornou-se um polo de olivicultura. Cidades como Maria da Fé produzem azeites extravirgens de baixíssima acidez, premiados internacionalmente. As fazendas oferecem “olivoturismo”, com degustações sensoriais comparativas.
Como é a culinária do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba?
A região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba faz fronteira com Goiás e São Paulo, o que reflete em uma culinária baseada em grãos e frutos nativos do Cerrado.
Nesse pedaço de terra que une Minas e Goiás, o destaque são comidas que usam milho, pequi e carne. Selecionamos os principais exemplos abaixo:
- Arroz com pequi: O pequi (Caryocar brasiliense) é um fruto do Cerrado com sabor e aroma muito intensos. No Triângulo, o arroz é cozido junto com a polpa do fruto, adquirindo uma cor amarelada característica. Mas é fundamental alertar o turista sobre os espinhos internos do caroço, que não deve ser mordido.
- Pamonha e outros derivados do milho: A região é o centro da produção de milho do país. Isso se reflete em uma oferta vasta de pamonhas salgadas (recheadas com queijo ou linguiça) e doces (com leite condensado, coco e chocolate), curau, bolo de milho verde e suco de milho. Lanchonetes de beira de estrada na BR-050 e BR-365 são pontos estratégicos para essas degustações.
- Vaca atolada: Prato robusto composto por costela bovina cozida lentamente com mandioca até que esta se desmanche, criando um caldo denso. É uma refeição altamente calórica, tradicional nas áreas de pecuária extensiva.
Vale lembrar que as distâncias entre as cidades do Triângulo Mineiro costumam ser bastante longas.
O deslocamento entre os polos gastronômicos é feito por rodovias duplicadas, onde o aluguel de carros permite manter uma média de viagem constante e segura.
Roteiro gastronômico por MG e as paradas no Norte de Minas
O Norte de Minas possui um clima semiárido, o que influenciou métodos de conservação de alimentos, como a salga de carnes.
A culinária da região é altamente influenciada pelos pratos típicos do Nordeste, com delícias como as que vamos listar abaixo:
- Carne de sol de Montes Claros: O processo de cura da carne no Norte de Minas utiliza menos sal e um tempo de exposição controlado, resultando em uma peça que mantém a suculência. É servida tradicionalmente com mandioca cozida, feijão de corda e manteiga de garrafa.
- Cachaça de Salinas: Com mais de 50 marcas registradas, Salinas é o centro de referência da cachaça artesanal. O diferencial técnico está no envelhecimento em dornas de bálsamo, que confere notas herbais e picantes à bebida.
- Frutos nativos do Norte de Minas: O Mercado Municipal de Montes Claros é o local ideal para encontrar o Umbu (fruto ácido usado em sorvetes e na “umbuzada”), o Buriti (rico em vitamina A, usado em doces de corte) e o Coquinho Azedo.
Vale do Jequitinhonha e Mucuri: culinária de raiz
Região de forte tradição cultural, onde a comida é feita de forma artesanal e rústica. Aqui, as influências vêm da culinária indígena e quilombola, com aproveitamento total dos ingredientes disponíveis.
Sendo assim, o que comer no Vale do Jequitinhonha e do Mucuri?
- Beiju e tapioca: Feitos com polvilho artesanal, são a base do café da manhã e lanche da tarde.
- Carne de sol de Almenara: Diferencia-se pela maciez e pelo corte específico da região.
- Biscoitos de Goma: Assados em fornos de barro, são encontrados em todas as feiras livres do Vale.
Seja qual for o roteiro escolhido, alugar um carro em Minas Gerais oferece a liberdade necessária para descobrir restaurantes e produtores que não estão nos mapas turísticos convencionais.
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