Tudo sobre sustentabilidade na gestão de frotas. Foto: Reprodução Tudo sobre sustentabilidade na gestão de frotas. Foto: Reprodução

Sustentabilidade na gestão de frotas: como reduzir impactos e melhorar a operação

8 minutos para ler

Empresas que utilizam veículos para visitas comerciais, entregas, serviços técnicos ou deslocamento de equipes precisam acompanhar os custos e o impacto da frota no meio ambiente.

Nesse contexto, a sustentabilidade na gestão de frotas passou a fazer parte das decisões relacionadas à escolha dos veículos, ao consumo de combustível, à manutenção e ao planejamento das rotas.

Uma frota sustentável busca reduzir o consumo de recursos e as emissões sem comprometer a produtividade da empresa. Para isso, o gestor precisa analisar a rotina da operação e identificar quais mudanças podem ser aplicadas de forma gradual.

O que é sustentabilidade na gestão de frotas?

A sustentabilidade na gestão de frotas consiste na adoção de medidas para reduzir os impactos ambientais, sociais e financeiros relacionados ao uso dos veículos. A proposta envolve acompanhar o consumo, melhorar a utilização dos carros e tomar decisões compatíveis com as necessidades reais da empresa.

Na prática, o gestor pode trabalhar com diferentes frentes, como:

  • Escolha de veículos com menor consumo de combustível;
  • Planejamento de rotas para diminuir deslocamentos desnecessários;
  • Manutenção preventiva;
  • Controle de pneus, óleo, filtros e outros componentes;
  • Treinamento dos condutores;
  • Renovação periódica dos veículos;
  • Avaliação do uso de biocombustíveis ou modelos eletrificados;
  • Descarte correto de peças, pneus, baterias e lubrificantes.

A sustentabilidade precisa estar relacionada à rotina da operação. Uma empresa que utiliza veículos em áreas urbanas pode ter oportunidades diferentes de uma organização que atende clientes em rodovias ou trabalha com transporte de equipamentos.

Por isso, antes de trocar toda a frota, o gestor deve entender quais veículos são utilizados, quantos quilômetros percorrem, qual carga transportam e em quais condições circulam.

Por que investir em uma frota mais sustentável?

A redução do impacto ambiental costuma estar ligada a uma gestão mais organizada. Quando a empresa acompanha os deslocamentos e realiza as manutenções no prazo, também consegue identificar desperdícios e controlar melhor os custos.

Entre os principais motivos para investir em sustentabilidade na gestão de frotas estão:

  • Reduzir o consumo de combustível;
  • Diminuir as emissões de gases de efeito estufa e poluentes;
  • Prolongar a vida útil dos veículos;
  • Evitar paradas causadas por falhas mecânicas;
  • Reduzir gastos com pneus, peças e reparos;
  • Melhorar o planejamento das rotas;
  • Atender exigências ambientais de clientes e contratos;
  • Fortalecer as práticas de responsabilidade corporativa.

O GHG Protocol orienta que as emissões móveis de Escopo 1 incluem veículos próprios ou controlados pela empresa que utilizam combustível durante a operação. Para calcular essas emissões, podem ser considerados dados como consumo de combustível, distância percorrida, tipo de veículo e características do combustível.

Esse controle ajuda a transformar a sustentabilidade em uma atividade mensurável. O gestor pode acompanhar o consumo médio por veículo, a emissão estimada por quilômetro e o resultado de cada ação implantada.

Quais práticas ajudam a tornar a frota mais sustentável?

Algumas medidas podem ser adotadas mesmo quando a empresa ainda utiliza veículos convencionais. O primeiro passo costuma ser organizar os dados da frota e estabelecer indicadores para acompanhar a evolução.

Faça a manutenção preventiva

  • Pneus descalibrados, filtros sujos, óleo vencido e problemas no sistema de alimentação podem aumentar o consumo de combustível.
  • A manutenção preventiva reduz a probabilidade de falhas e ajuda o veículo a trabalhar dentro das condições recomendadas pelo fabricante.
  • Também é importante manter registros das revisões e observar se determinado carro apresenta consumo ou necessidade de reparos acima da média.

Planeje as rotas

  • Rotas mal organizadas aumentam a quilometragem e o tempo de deslocamento.
  • A empresa pode agrupar atendimentos por região, definir a melhor sequência de visitas e evitar que diferentes equipes percorram trajetos semelhantes no mesmo período.
  • Em operações com entregas ou serviços externos, o planejamento deve considerar horários de maior trânsito, restrições de circulação e tempo necessário para cada atendimento.

Treine os condutores

  • A forma de condução interfere no consumo e no desgaste do veículo.
  • Acelerações bruscas, frenagens frequentes e excesso de velocidade podem elevar os gastos e aumentar os riscos de acidentes.
  • Os treinamentos devem abordar direção segura, condução econômica, cuidados com o veículo e procedimentos para comunicar falhas.
  • As orientações precisam ser acompanhadas por indicadores, para que a empresa identifique se houve mudança no comportamento e nos resultados.

Reduza períodos de ociosidade

  • Uma frota sustentável também depende do uso adequado dos veículos.
  • Carros parados durante grande parte do mês representam recursos imobilizados e podem gerar despesas sem atender à operação.
  • O gestor deve avaliar a taxa de utilização de cada veículo e verificar se existe sobreposição de funções.
  • Em alguns casos, o aluguel de carros por períodos determinados pode atender a uma demanda temporária sem aumentar permanentemente a frota própria.

Como escolher veículos mais eficientes?

A escolha do veículo precisa considerar a atividade que será realizada. Um carro maior pode consumir mais combustível quando utilizado para transportar somente uma pessoa e poucos materiais. Da mesma forma, um modelo compacto pode não atender a uma equipe que precisa levar ferramentas ou equipamentos.

Antes da contratação ou compra, vale analisar:

  • Distância média percorrida;
  • Quantidade de passageiros;
  • Peso e volume dos materiais;
  • Tipo de terreno e condição das vias;
  • Frequência de uso;
  • Disponibilidade de pontos de recarga;
  • Custo de manutenção;
  • Consumo de combustível;
  • Tempo previsto de permanência na frota.

Os veículos eletrificados também podem fazer parte dessa avaliação. A Agência Internacional de Energia registrou mais de 17 milhões de carros elétricos vendidos no mundo em 2024, o equivalente a mais de 20% das vendas globais. No Brasil, as vendas de carros elétricos mais que dobraram no mesmo ano e chegaram a 125 mil unidades, com participação superior a 6% das vendas de automóveis.

Para operações urbanas com trajetos previsíveis, um veículo elétrico pode ser avaliado com mais facilidade. Já em atividades que envolvem longas distâncias ou locais sem infraestrutura de recarga, modelos híbridos, flex ou movidos a biocombustíveis podem ser alternativas mais compatíveis.

O RenovaBio, política nacional de biocombustíveis coordenada pela ANP, tem entre seus objetivos estimular a expansão dos biocombustíveis e promover ganhos de eficiência energética e redução de emissões na produção, comercialização e uso desses combustíveis.

Como medir os resultados da sustentabilidade na frota?

A empresa precisa acompanhar indicadores para entender se as medidas adotadas estão produzindo efeitos. O controle pode começar com informações simples, registradas mensalmente.

Alguns indicadores úteis são:

  • Consumo médio de combustível por veículo;
  • Quilômetros percorridos por litro;
  • Emissões estimadas por quilômetro;
  • Quantidade de manutenções corretivas;
  • Número de pneus substituídos;
  • Índice de utilização dos veículos;
  • Quantidade de acidentes e incidentes;
  • Percentual de veículos renovados;
  • Tempo médio de indisponibilidade;
  • Volume de resíduos encaminhados para descarte adequado.

A análise deve considerar o tipo de veículo e a função exercida. Comparar um carro utilizado em trajetos urbanos curtos com uma caminhonete que circula em estradas pode levar a conclusões equivocadas.

Também é importante estabelecer uma periodicidade. A empresa pode acompanhar os dados todos os meses e fazer uma avaliação mais ampla a cada trimestre ou semestre.

Como a Lokamig pode contribuir para uma gestão de frotas mais sustentável?

A terceirização e o aluguel de veículos podem ajudar empresas que desejam organizar melhor a mobilidade sem adquirir todos os carros utilizados na operação.

A Lokamig oferece soluções de aluguel para CNPJ e terceirização de frotas. O aluguel pode ser utilizado em projetos temporários, períodos de aumento da demanda, viagens de negócios ou como veículo de apoio durante uma manutenção.

Já a terceirização atende empresas que utilizam veículos de forma contínua e desejam transferir parte das atividades de administração, manutenção, documentação e renovação para uma empresa especializada.

Essa alternativa pode contribuir para a sustentabilidade da frota em diferentes pontos:

  • Escolha dos modelos de acordo com a atividade;
  • Renovação periódica dos veículos;
  • Redução da ociosidade;
  • Acompanhamento da manutenção;
  • Possibilidade de ajustar a quantidade de carros à operação;
  • Diminuição do capital imobilizado na compra;
  • Suporte em situações de pane ou indisponibilidade.

A empresa deve analisar as condições do contrato, os serviços incluídos, os modelos disponíveis, os limites de quilometragem e o atendimento em caso de manutenção ou acidente.

A sustentabilidade na gestão de frotas depende de decisões contínuas. Reduzir o consumo, planejar melhor os trajetos, cuidar da manutenção e escolher veículos compatíveis com a operação são medidas que podem melhorar os resultados ambientais e financeiros.

Com opções de aluguel para CNPJ e terceirização de frotas, a Lokamig atende empresas que precisam adaptar a mobilidade ao ritmo do negócio, com veículos de diferentes categorias e assistência 24 horas em todo o Brasil.

Posts relacionados