Empresas com frota própria enfrentam um desafio constante: a depreciação veicular. A perda de valor dos ativos drena capital, dificulta a renovação e afeta diretamente a saúde financeira do negócio.
Por isso, em um mercado cada vez mais competitivo, ignorar a depreciação significa perder dinheiro e eficiência.
No artigo abaixo, você vai entender o que é a depreciação de frota, suas causas, o impacto financeiro para as empresas e, o mais importante, como estratégias inteligentes podem transformar esse problema em uma oportunidade de otimização. Leia com atenção!
O que é depreciação de frota e por que ela importa?
A depreciação de frota é a diminuição do valor de mercado de um veículo ao longo do tempo. Diferente de um gasto único, ela é uma despesa contínua que reduz o patrimônio da empresa.
Para os veículos, a Receita Federal do Brasil define uma taxa de depreciação de 20% ao ano. Isso significa que, em apenas cinco anos, um veículo pode ser considerado totalmente depreciado em termos contábeis.
Essa desvalorização afeta diretamente a capacidade da empresa de renovar sua frota, o valor de revenda dos veículos usados e até mesmo o cálculo de seguros.
Sob o mesmo ponto de vista, ignorar a depreciação é desconsiderar uma parte importante do Custo Total de Propriedade (TCO) de cada veículo, o que leva a decisões financeiras inadequadas e a uma gestão de frota ineficiente.
Quais são as causas da depreciação veicular?
A desvalorização de um veículo tem várias causas, que se relacionam com o uso, o mercado e as características do próprio automóvel.
Confira abaixo os principais motivos da depreciação de frota:
- Idade do veículo: O tempo é um dos principais fatores da depreciação. Veículos novos perdem uma parte considerável de seu valor logo nos primeiros meses de uso. A cada ano, essa perda se acumula.
- Quilometragem: Quanto mais um veículo roda, maior o desgaste e, consequentemente, menor seu valor de revenda. Frotas que rodam muito são mais afetadas por este ponto.
- Histórico de manutenção: A falta ou a má execução da manutenção preventiva e corretiva acelera o desgaste e a desvalorização. Um histórico de manutenção detalhado e em dia pode ajudar a manter o valor do veículo na revenda.
- Estado de conservação: Danos estéticos, como amassados, arranhões, problemas na pintura ou no estofamento, diminuem o valor de mercado. Por outro lado, veículos bem cuidados e com boa aparência mantêm um valor residual maior.
- Modelo e marca: A procura por certos modelos e a reputação da marca no mercado de usados influenciam diretamente a taxa de depreciação. Veículos com alta liquidez e boa reputação tendem a desvalorizar menos.
- Avanços tecnológicos: A rápida evolução da tecnologia automotiva, com novos recursos de segurança, eficiência e conectividade, pode tornar modelos mais antigos rapidamente obsoletos, acelerando sua depreciação.
- Condições de mercado: Fatores como mudanças nas taxas de juros, a oferta e demanda de veículos novos e usados, e até mesmo crises econômicas, influenciam muito a velocidade da depreciação.
Quanto um veículo deprecia por ano no Brasil?
No Brasil, a depreciação de veículos é um fenômeno ainda mais forte. Dados de mercado e da Receita Federal mostram que um carro zero-quilômetro pode perder, em média, 20% de seu valor de mercado já no primeiro ano de uso.
Nos anos seguintes, essa taxa tende a se estabilizar, mas o impacto no valor do ativo continua grande. Especialistas preveem que a depreciação média de veículos usados ficará na faixa de 5% a 7% ao ano nos próximos anos.
É importante notar que essa média varia muito entre modelos. Em 2025, por exemplo, o Chevrolet Tracker teve uma desvalorização de apenas 3,73%, enquanto o Renault Megane E-Tech perdeu cerca de 23,9% de seu valor em um único ano.
Entendendo o impacto da depreciação de frota
A depreciação de frota vai além da perda de valor de um ativo, gerando consequências financeiras e operacionais sérias para as empresas, principalmente aquelas com muitos veículos.
Ou seja: quando vários veículos desvalorizam ao mesmo tempo, o efeito é maior, criando vários problemas:
- Perda de capital de giro: O dinheiro investido na compra de veículos que perdem valor rapidamente fica parado, impedindo seu uso em outras áreas estratégicas que poderiam gerar mais lucro.
- Custos ocultos altos: A depreciação é um ponto chave do Custo Total de Propriedade (TCO), que inclui o preço de compra, manutenção, impostos, seguros e a própria desvalorização.
- Dificuldade na renovação da frota: A venda de veículos depreciados para renovar a frota gera um retorno financeiro menor do que o esperado, exigindo um investimento maior para comprar novos ativos.
- Impacto no balanço patrimonial: A desvalorização dos veículos reduz o valor total dos ativos da empresa, o que pode afetar indicadores financeiros e a imagem de solidez no mercado.
- Perda de competitividade: Empresas que não gerenciam a depreciação de forma eficiente podem ter custos operacionais mais altos, o que resulta em preços menos competitivos ou na redução das margens de lucro.
Depreciação contábil e o desafio da desvalorização em massa
Além do impacto no valor de mercado, a depreciação tem um peso significativo na contabilidade da empresa. Embora seja uma despesa não monetária, ela reduz o lucro tributável, o que pode gerar benefícios fiscais.
Vale lembrar que a taxa de 20% ao ano definida pela Receita Federal é uma média. Na prática, a desvalorização real de mercado pode ser muito maior, especialmente no primeiro ano de uso.
Para as empresas que utilizam frota própria, o principal desafio surge com a desvalorização em massa. Quando uma frota inteira é adquirida em um período similar, todos os veículos envelhecem e perdem valor simultaneamente.
Tudo isso acaba criando um ciclo vicioso: o capital investido na compra se desvaloriza rapidamente, e o valor residual dos veículos para revenda é insuficiente para cobrir o custo de uma renovação completa.
O resultado é uma frota envelhecida, com custos de manutenção crescentes e menor eficiência operacional, sem capital disponível para modernização.
Como lidar com a depreciação de frota?
Lidar com a depreciação exige uma abordagem multifacetada. Algumas estratégias internas podem ajudar a minimizar a perda de valor:
- Manutenção rigorosa: Um plano de manutenção preventiva e corretiva bem executado prolonga a vida útil dos veículos e mantém seu valor de revenda.
- Escolha de modelos: Optar por veículos com menor índice de desvalorização no mercado de usados pode atenuar o impacto da depreciação. Pesquisar a liquidez e a reputação da marca é sempre uma boa ideia.
- Gestão de uso: O controle da quilometragem e a adoção de práticas de direção defensiva reduzem o desgaste e, consequentemente, a desvalorização.
Nesse contexto, uma das soluções mais eficazes para neutralizar a depreciação é a terceirização de frotas. Ao optar pela locação, a empresa transfere a responsabilidade pela perda de valor para a locadora.
A adoção dessa estratégia libera capital de giro, oferece previsibilidade de custos e garante acesso a uma frota sempre nova e atualizada. Tudo isso sem a preocupação com a desvalorização dos ativos.
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