No setor de transportes e mobilidade, onde cada quilômetro rodado pode representar um custo e uma oportunidade, existe uma figura central cuja atuação define o sucesso ou o fracasso da operação: o Gestor de Frota.
Longe de ser apenas um supervisor de veículos, este profissional é o especialista na eficiência logística, o guardião da saúde financeira da empresa e o responsável por transformar ativos rodoviários em vantagens competitivas.
Em um mercado que exige margens cada vez mais apertadas, a diferença entre o lucro e o prejuízo está na capacidade de otimizar cada detalhe da operação.
É por isso que o papel do gestor de frota evoluiu de uma função operacional para uma posição estratégica, que demanda visão de negócios, domínio tecnológico e profundo conhecimento técnico.
Com isso em mente, continue lendo para entender o que faz o gestor de frota, quais são suas responsabilidades, qual a formação exigida e muito mais.
Gestor de frota: o que é?
O gestor de frota é o profissional que planeja, coordena e controla todas as atividades relacionadas aos veículos de uma empresa, desde a aquisição até a desativação.
Sua formação costuma ser multidisciplinar, englobando áreas como Logística, Administração, Engenharia de Produção, além de cursos de especialização em Gestão de Frotas.
A importância desse profissional, nesse sentido, é inegável. Estudos da Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontam que a adoção de métodos para melhorar a gestão das frotas pode reduzir as despesas das empresas de transporte em até 40%.
No entanto, a mesma pesquisa revela que uma parcela significativa das empresas ainda não dispõe de métodos adequados, o que sublinha a urgência e o valor de um gestor qualificado.
O que faz o gestor de frota? Quais suas responsabilidades?
A rotina do gestor de frota é complexa, e geralmente, se apoia em três pilares: o financeiro, o operacional e o de risco.
Abaixo, vamos explicar melhor o que faz o gestor de frota e quais são suas responsabilidades.
Financeiro: Otimização de custos
A otimização de custos é o centro da função do gestor de frotas. Afinal, ele é responsável por garantir que a frota opere com o menor custo total de propriedade (TCO) possível.
Nesse cenário, as principais suas atribuições incluem:
- Controle de combustível: Monitorar o consumo, negociar preços com fornecedores e implementar tecnologias de telemetria para identificar e corrigir desperdícios.
- Gestão de manutenção: Desenvolver um plano rigoroso de manutenção preventiva. Em alguns casos, ele pode ser até 5 vezes mais econômico do que a manutenção corretiva de emergência.
- Análise de TCO: Avaliar o ciclo de vida dos veículos, determinando o momento ideal para a troca da frota, equilibrando custos de depreciação e manutenção.
Operacional: Eficiência e produtividade
A eficiência da frota é medida pela sua disponibilidade e pela rapidez com que as entregas são realizadas. O gestor atua diretamente para maximizar a produtividade:
- Roteirização e logística: Utilizar softwares avançados para otimizar rotas, reduzindo a quilometragem percorrida e o tempo de entrega.
- Monitoramento em tempo real: Acompanhar o desempenho dos veículos e motoristas, garantindo o cumprimento de horários e a utilização correta dos ativos.
- Disponibilidade da frota: Gerenciar o downtime (tempo de inatividade) dos veículos, assegurando que a manutenção seja rápida e que sempre haja veículos de reserva disponíveis.
Risco: Segurança e legalidade
O gestor de frota é o principal agente no controle de riscos, protegendo o patrimônio da empresa e a vida dos colaboradores.
- Segurança e treinamento: Implementar programas de direção defensiva e monitorar o comportamento dos motoristas, reduzindo a frequência de acidentes e multas.
- Conformidade legal: Garantir que todos os veículos estejam com a documentação em dia, licenciados e em conformidade com as regulamentações de trânsito e ambientais.
- Gestão de sinistros: Coordenar o processo em caso de acidentes, desde o acionamento do seguro até a recuperação do veículo.
Qual a formação do gestor de frotas?
O dia a dia do gestor é dinâmico, e por isso, a formação desse profissional depende de uma combinação de habilidades técnicas (hard skills) e comportamentais (soft skills).
- Por exemplo: o gestor de frotas precisa ser um líder capaz de motivar equipes, um analista de dados para interpretar relatórios de telemetria e um negociador para lidar com fornecedores e oficinas.
Dessa forma, a formação contínua torna-se um requisito imprescindível. Além disso, com a ascensão de tecnologias como a inteligência artificial aplicada à roteirização e a eletrificação dos veículos, o gestor de frota precisa estar sempre à frente, transformando inovações em resultados práticos.
As principais áreas de formação e expertise para um gestor de frotas incluem:
- Logística e cadeia de suprimentos: Graduações ou especializações focadas em otimização de processos, gestão de armazéns e planejamento de rotas eficientes.
- Administração e finanças: Conhecimento para gerenciar o orçamento da frota, analisar custos de TCO, e fazer a projeção de investimentos em novos ativos.
- Engenharia mecânica ou automotiva: Compreensão técnica da manutenção preventiva e corretiva, especificações veiculares e otimização do consumo de combustível.
- Análise de dados e sistemas (Business Intelligence): Utilizar softwares de gestão (TMS) e interpretar grandes volumes de dados para a tomada de decisão.
- Legislação de trânsito e transporte: Conhecimento das normas da ANTT e DETRAN, garantindo a conformidade legal e evitando multas ou paralisações.
A combinação desses saberes transforma o gestor em um agente estratégico, capaz de reduzir custos operacionais e maximizar a eficiência de toda a cadeia logística.
Terceirização de frotas como decisão estratégica
Como você já deve ter percebido, a complexidade do papel do gestor de frota é, no final das contas, um argumento contundente para uma decisão estratégica em qualquer tipo de empresa: a terceirização.
Afinal, gerenciar internamente todos os aspectos, desde a aquisição até a gestão de risco, exige um investimento maciço em pessoal, tecnologia e infraestrutura.
Para muitas empresas, o custo de manter essa estrutura interna, com o nível de excelência que o mercado exige, acaba ficando inviável.
É aqui que a terceirização de frotas se estabelece como a alternativa mais inteligente. Ao transferir a responsabilidade operacional e de risco para um parceiro especializado, a empresa garante que sua frota será gerida por uma equipe de especialistas. Tudo isso com acesso às melhores tecnologias e a um rigoroso controle de manutenção.
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